Por Elaine Mattioli
O conceito de gestão de pessoas evoluiu ao longo dos tempos. Novos desafios surgem, assim como ferramentas que ajudam a trazer um olhar estratégico para as práticas de desenvolvimento profissional. É preciso, cada vez mais, que as organizações pensem e ajam em velocidade compatível com a dinâmica do mundo dos negócios e as variáveis do mercado e é nesse sentido que uma gestão de pessoas estratégica faz toda a diferença. Mas e a educação corporativa, como se encaixa nisso tudo?
Antes de entrar na gestão de pessoas estratégica propriamente dita, vamos a uma breve contextualização do atual cenário brasileiro. O Brasil depara-se com problemas estruturais ligados à falta de formação básica e qualificação profissional diante de altíssimos níveis de desemprego.
Obviamente, os patamares de desenvolvimento de qualificação básica são fundamentais para que o processo de profissionalização no país seja estruturado. Conforme pesquisas, apenas 45% dos jovens e 42% dos contratantes acreditam que os recém-formados estejam realmente preparados para o mercado de trabalho. No entanto, diante das novas perspectivas de trabalho e competitividade, é fundamental para a preparação adequada da mão de obra que o país necessita hoje e demandará no futuro.
Portanto, identificar e investir em modelos de educação e desenvolvimento que realmente funcionem e ajudem a suprir essa carência é cada vez mais necessário dentro esse processo de gestão de pessoas estratégica. As organizações já estão (e devem mesmo) estruturando as suas áreas de Educação Corporativa para garantir o desenvolvimento de competências, inclusive socioemocionais, que serão fundamentais para a sustentabilidade dos negócios ao longo dos próximos anos.
Saem na frente, com certeza, aquelas que vislumbram o investimento na educação para desenvolvimento de capital humano não mais como uma despesa, mas como ação estratégica fundamental para garantir a vantagem competitiva a médio e longo prazo. Cabe a elas reter os bons profissionais, desenvolver os líderes, unir as gerações, melhorar os processos e atuar de forma estratégica.
Neste contexto, as empresas preocupadas em oferecer condições para aprendizagem e crescimento profissional – também em termos acadêmicos – se tornam muito mais atrativas, em detrimento das organizações nas quais a função, mesmo sendo estável e segura, não oferece perspectivas de aprendizagem e crescimento profissional. Uma gestão de pessoas estratégica é mais do que obrigatória na missão de manterem-se competitivas.
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